Dieta Especiais: Vegetarianismo, Dietas sem Glúten, Dietas com baixo FODMAPs e Jejum para Atletas

Dieta Especiais: Vegetarianismo, Dietas sem Glúten, Dietas com baixo FODMAPs e Jejum para Atletas


dietas especiais

Alguns atletas implementam dietas especiais de acordo com suas culturas ou crenças com objetivos específicos de melhorar saúde e/ou performance. Quatro dietas estão entre as de maior interesse atualmente: vegetarianismo, dietas com restrição de FODMAPS (frutooligossacarídeo, oligossacarídeo, dissacarídeos, monossacarídeos e poliois), dietas sem glúten e jejum.

Dietas sem glúten e FODMAPs

Dietas sem glúten e com restrição de FODMAPS surgiram como alternativas para melhorar a saúde intestinal e reduzir desconfortos gastrointestinais durante o exercício. Nenhum benefício direto está associado com a restrição do glúten por atletas clinicamente saudáveis.

Entretanto, uma dieta pobre em glúten está associada a outras mudanças alimentares, como a redução na ingestão de FODMAPs e isso sim pode ser a causa da diminuição de desconfortos (Lis et al, 2019).

Vegetarianismo em atletas

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Segundo vamos abordar a questão do vegetarianismo no atleta. As dietas vegetarianas podem, teoricamente, suprir as necessidades de um atleta, mas é necessário atenção e um bom planejamento alimentar para atingir necessidade de energia e de alguns nutrientes específicos, como o caso do ferro e vitamina B12, uma vez que tais nutrientes, apesar de presentes em vegetais e oleaginosas, tem uma absorção diminuída quando comparada a fontes de origem animal (Lis et al, 2019).

Quais os tipos de dietas vegetarianas?

Atualmente denominadas como dietas plant-based, o vegetarianismo tem cinco dietas que são mais comuns, como:

  1. Vegano: não consome nenhum alimento de origem animal;
  2. Vegetariano: pode ou não incluir leite e ovos em sua alimentação;
  3. Ovo-vegetariano: consome ovo, mas não consome leite e derivados;
  4. Lacto-vegetariano: consome leite e derivados, mas não ovo;
  5. Ovo-Lacto- vegetariano: consome ovos, leite e derivados.

É importante saber que todo atleta que consome peixes, frangos ou mesmo carnes de forma muito esporádica são considerados vegetarianos e deve ter seu plano alimentar regularmente ajustado para atingir suas necessidades (Lis et al, 2019).

Jejum intermitente

E finalmente sobre o Jejum. O jejum intermitente vem sendo colocado em evidência como estratégia nutricional para modificação de composição corporal e melhora de performance.

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O jejum exige a implementação de estratégias nutricionais bem individualizadas para ajudar os atletas a atingirem suas demandas relacionadas ao esporte, sem prejudicar sua performance.

Alguns estudos, no entanto, referem que os impactos do jejum, principalmente para atletas de corrida, são inconclusivos devido a uma série de variantes metodológicas, limitações nos estudos e diversidade clínica das populações estudadas (Barkia et al., 2011; Memari et al., 2011; Stockman et al., 2018)

Procure a orientação de um profissional

Algumas formas de jejum são promovidas como estratégias para oferecer melhora na saúde e benefícios na performance por meio de aumento no uso de substratos e adaptação mitocondrial e aumento do metabolismo do exercício.

No entanto, qualquer melhora no perfil lipídico, marcadores inflamatórios, metabolismo de glicose ou função cardíaca não foram clinicamente significantes em vários estudos. Por isso, muitos autores desaconselham a prática do jejum não obrigatório como recomendação para melhora de performance (Lis et al, 2019).

De forma geral, vários fatores influenciam a aderência a todas essas dietas especiais. Mesmo quando a aderência a alguma dessas dietas especiais, é necessário o aconselhamento e a orientação para tais padrões alimentares devem ser feitos em parceria com um nutricionista para que o atleta não prejudique sua saúde e sua performance.

Referências:

Lis DM, Kings D, Larson-Meyer DE. Dietary Practices Adopted by Track-and-Field Athletes: Gluten-Free, Low FODMAP, Vegetarian, and Fasting. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2019 Mar 1;29(2):236-245. doi: 10.1123/ijsnem.2018-0309. Epub 2019 Feb 6. PMID: 30632437.

Barkia, A., Mohamed, K., Smaoui, M., Zouari, N., Hammami, M., & Nasri, M. (2011). Change of diet, plasma lipids, lipoproteins, and fatty acids during Ramadan: A controversial association of the considered Ramadan model with atherosclerosis risk. Journal of Health, Population and Nutrition, 29(5), 486–493. PubMed ID: 22106754 doi:10.3329/jhpn.v29i5.8902

Memari, A.H., Kordi, R., Panahi, N., Nikookar, L.R., Abdollahi, M., & Akbarnejad, A. (2011). Effect of Ramadan fasting on body composi- tion and physical performance in female athletes. Asian Journal of Sports Medicine, 2(3), 161–166. PubMed ID: 22375235 doi:10.5812/ asjsm.34754

Stockman, M.C., Thomas, D., Burke, J., & Apovian, C.M. (2018). Intermittent fasting: Is the wait worth the weight? Current Obesity Reports, 7(2), 172–185. PubMed ID: 29700718 doi:10.1007/s13679- 018-0308-9

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