Dor no Joelho Pode Ser Condropatia Patelar

Dor no Joelho Pode Ser Condropatia Patelar


Enfoque no Tratamento Conservador

Condropatia PatelarHoje um grande número de atletas, em especial, as mulheres chegam ao consultório com um histórico de dor no joelho que apareceu de forma discreta e que piorou no decorrer do tempo. O que podemos perceber é que a queixa perdura, não somente durante o gestual esportivo, mas sim em suas atividades cotidianas como subir e descer escadas, agachar, ficar sentado por muito tempo e entre outras atividades rotineiras.

Explanando um pouco mais sobre a condropatia patelar ou Síndrome da Dor Femoro Patelar (SDFP), ela é um processo degenerativo que atinge a cartilagem retropatelar, que por sinal é a cartilagem mais espessa do corpo humano, onde essa estrutura é lesada e como características desse tecido ela não se regenera. Tornando assim uma lesão irreversível e passiva de piora caso não se tenha cuidados em sua reabilitação e no seu gestual esportivo.

Essa lesão se dá por movimentos excessivos de cisalhamento entre a patela e o fêmur e diminuição da área de contato dessas estruturas gerando assim um aumento na pressão local.

Muitos são os focos dados para a reabilitação desse problema, porém, hoje em dia as atenções têm se voltado para a região do quadril em especial para o complexo póstero lateral, uma estrutura composta pelos músculos rotadores laterais e abdutores do quadril.

Ai você pode perguntar, por que eu vou fortalecer meu quadril se a dor está no meu joelho?! Anteriormente, falei sobre o desgaste através do cisalhamento e do aumento da pressão devido à diminuição da área de contato entre o fêmur e patela, isso foi visto em 2006 pelo Dr. Christopher Powers que mostra através de uma ressonância nuclear magnética dinâmica que em exercícios de cadeia cinética fechada, como exemplos temos a corrida ou caminhada e a subida de escada (movimentos do seu dia a dia), a estrutura que se movimenta é o fêmur (rodando internamente, deixando o joelho “olhando” para dentro) gerando toda essa cascata que desencadeia a dor. E o complexo póstero lateral é a estrutura que contém esse movimento, por isso a importância do quadril para o tratamento do joelho.

Outro ponto importante é o fortalecimento da musculatura da coxa (quadríceps), pois é ela que irá fornecer uma estabilidade extra para patela, diminuindo o cisalhamento e aumentando a área de contato entre tróclea do fêmur e a patela. Porém, esse fortalecimento tem suas individualidades. Uma delas é o uso da corrente RUSSA, afim de aumentar o recrutamento das fibras musculares que estão inibidas por um processo chamado inibição artrogênica (mecanismo protetor do sistema nervoso, para que não aconteça mais agressão naquela área que já está em sofrimento), que dificulta, e muito, a reabilitação caso esse fenômeno não seja controlado e eliminado.

A angulação de proteção para a patela é outro ponto importante para se ter cuidado durante a reabilitação, pois a depender de como se faz o recrutamento do quadríceps, ele pode estar lesando ainda mais a cartilagem da patela, e com isso, não evoluindo com o quadro de dor e muitas vezes até piorando. É algo que se deve ter cuidado.

O último ponto que devemos tomar cuidado na fase final da reabilitação, que muitas vezes é deixado de lado, é o treino sensório-motor, que visa a adequação e inclusão de fatores que diminuam a predisposição do quadro de dor novamente, seja ele melhorando o controle do membro inferior, as angulações corretas para as atividades diárias e exercícios de manutenção.

Se você tem dúvida sobre algum ponto falado procure um profissional de sua confiança, pois as dores nos joelhos não são causadas, apenas, pela SDFP.

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